domingo, 28 de maio de 2017

Tipos de câncer ginecológico: o que toda mulher precisa saber

Nossos conhecimentos a respeito dos diferentes tipos de câncer ginecológico costumam ser bastante pobres.
Se você pedisse que as mulheres listassem os tipos de câncer aos quais estão mais suscetíveis, o câncer de mama provavelmente lideraria o ranking, seguido de perto pelo câncer do colo do útero.
Embora muitas já tenham ouvido a respeito do câncer de ovário, há outros tipos de câncer feminino que muitas mulheres desconhecem.
Na realidade, existem cinco tipos de câncer ginecológico: câncer do endométrio, câncer de ovário, câncer do colo do útero, câncer vaginal e câncer de vulva.
Listamos tudo que você precisa saber sobre os cinco tipos de câncer ginecológico:

Câncer do endométrio


O câncer do endométrio (também conhecido como câncer uterino) é o quarto mais comum nas mulheres e a maior de todas as variedades de câncer ginecológico. No entanto, também é o mais fácil de curar. “Nós não podemos fazer um exame para detectá-lo, como no caso do câncer do colo do útero, mas o que podemos dizer às mulheres é que se você tem algum sangramento inesperado – fora do período da menstruação, após a relação sexual, consulte seu médico,” aconselha Tracie Miles.
Outros sintomas incluem corrimentos vaginais incomuns. “Não precisa ser sangue, pode ser um corrimento marrom, aguado ou cor-de-rosa,” diz Tracie. “Uma mudança no corrimento, sangramento após o sexo ou no meio do mês. Um sangramento inesperado ou qualquer coisa que fuja do comum. As mulheres não devem menstruar após a menopausa, então este também pode ser um sintoma”.
Cerca de 90% dos diagnósticos de câncer do endométrio são descobertos devido ao sangramento vaginal irregular ou após a menopausa. A maioria das pessoas com um sangramento anormal não tem um câncer ginecológico – mas definitivamente é algo que você deve conversar com o seu médico.


Câncer de ovário



Apesar de celebridades como Angelina Jolie terem ajudado a aumentar a consciência em relação ao câncer de ovário, e sua classificação como o quinto tipo em número de mortes entre as mulheres (responsável por mais mortes do que qualquer outro câncer do sistema reprodutivo feminino), 65% das mulheres do Reino Unido não sabem ao certo quais são os sintomas mais comuns.
“Os sintomas do câncer de ovário são mais abdominais,” diz Tracie. “Uma mulher pode descrever uma sensação de inchaço constante, sentir-se cheia após as refeições, ter um apetite reduzido, sentir dores abdominais, e ter hábitos intestinais incomuns”.
“Estes sintomas não são específicos, e podem ser diagnosticados erroneamente como uma síndrome do intestino irritável, ou podem ser ignorados e tratados como um mal-estar estomacal ou uma consequência de ter comido demais,” alerta Tracie.
“Se uma mulher estiver experimentando estes sintomas e eles se mantiverem presentes por mais de três semanas, ela deve consultar seu ginecologista,” diz Tracie.
75% dos casos de câncer de ovário ocorrem em mulheres com mais de 55 anos.


Câncer do colo do útero


“O exame para detecção do câncer do colo do útero é o programa mais bem-sucedido entre todas as variedades de câncer ginecológico,” diz Tracie. O Papanicolau salva incontáveis vidas, todos os anos. Ele pode detectar células anormais que, se não forem tratadas, podem se transformar em câncer. Apesar disso, números recentes revelam que uma em cada quatro mulheres não está fazendo o Papanicolau.
As mulheres não apenas citam o medo ou a vergonha para não fazerem o exame, mas também enfrentam o estigma que envolve o câncer do colo do útero e a possibilidade de que sejam julgadas como promíscuas.
“No caso do câncer do colo do útero, nós sabemos que o vírus do HPV é um precursor para pelo menos 90% dos casos, então tecnicamente sim, ele é sexualmente transmissível. No entanto, não está no mesmo grupo do herpes, clamídia, etc,” explica Tracie.
A maioria das pessoas com uma vida sexual ativa, irá contrair o HPV em algum momento da vida, e a maioria será capaz de eliminá-lo como faria com um vírus comum. São aquelas que não conseguem combatê-lo que podem desenvolver o câncer do colo do útero.
Tracie diz que o principal sintoma a estar atenta, neste caso, é um corrimento vaginal anormal. “Não precisa ser sangue, pode ser um corrimento marrom, aguado ou cor-de-rosa. Qualquer coisa que não seja normal,” ela explica. Um sangramento inesperado também pode ser um sintoma. “Sangrar após a relação sexual, ou fora do período menstrual, qualquer coisa que seja diferente. As mulheres também não devem menstruar após a menopausa, então se você notar algum sangramento neste período, é importante consultar seu médico,” acrescenta ela.


Câncer vaginal


O câncer vaginal e o câncer de vulva são os mais raros, o que significa que não costumamos ouvir nada a seu respeito. Estatísticas recentes do Cancer Research revelaram que o câncer vaginal foi responsável por menos de 1% de todos os novos casos de câncer no Reino Unido (2014). Nas mulheres, foram cerca de 250 casos diagnosticados em 2014.
O câncer vaginal – assim como o câncer de vulva – é um câncer de pele. “Se você encontrar uma protuberância ou uma verruga no braço ou notar uma mudança na pele, provavelmente vai marcar uma consulta médica. O princípio deve ser o mesmo com a sua vagina,” diz Tracie. “Para conseguir notar uma mudança na pele da sua vulva, você precisa saber qual é a sua aparência agora para notar a alteração mais tarde, e esta é a dificuldade. Nós precisamos que as mulheres verifiquem a pele de suas vaginas”.
Tracie sugere que nos acostumemos a saber qual é a aparência, e sensação da vagina, para que possamos identificar qualquer mudança. “Pode ser uma área de pele levantada, uma coceira, qualquer protuberância, vale a pena verificar do que se trata no consultório médico”.


Câncer de vulva


Assim como o câncer vaginal, o câncer de vulva é muito raro. Nas mulheres do Reino Unido, este tipo de câncer é o 20º mais comum, com cerca de 1.300 casos diagnosticados em 2014. O câncer de vulva foi responsável por menos de 1% de todos os novos casos no Reino Unido em 2014.
Como se trata de um câncer de pele, os sintomas principais são alterações na pele da vulva, como coceira persistente, dor, inchaço ou sensibilidade elevada na região. Você também pode ficar atenta às áreas da pele que estejam elevadas, mais grossas ou avermelhadas, brancas ou escuras, e às protuberâncias ou verrugas que surjam na vulva. Se você notar qualquer um destes sintomas, vale a pena consultar o seu ginecologista, mas Tracie ressalta que é muito improvável que seja um câncer. O mais comum é que seja apenas uma condição de pele.
“Há muitas doenças da pele da vulva que são terríveis, e causam coceira e descamação. Não são infecções vaginais causadas por fungos, mas nós nos automedicamos com remédios da farmácia até gastarmos uma verdadeira fortuna. Na verdade, há muitas doenças de pele que podemos eliminar com uma consulta médica,” diz ela.

Fonte: Vida e Estilo (Yahoo).

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